O Epithalon (Epitalon) é um tetrapeptídeo sintético (Ala-Glu-Asp-Gly) desenvolvido a partir de extratos da glândula pineal pelo grupo de Vladimir Khavinson. É um dos peptídeos mais citados em discussões sobre longevidade, principalmente pela associação com a enzima telomerase.
1. O QUE É O EPITHALON?
Foi proposto como um análogo sintético do peptídeo natural epitalamina. A hipótese é que ele regularia a expressão gênica e a função pineal, incluindo a secreção de melatonina.
2. MECANISMO PROPOSTO
- Em cultura de células somáticas humanas, foi descrita indução de atividade da telomerase e alongamento de telômeros.
- Em camundongos, estudos relataram efeitos sobre biomarcadores de envelhecimento e incidência de tumores espontâneos.
- Esses resultados vêm majoritariamente do mesmo grupo de pesquisa, sem replicação independente robusta.
3. DOSES NOS ESTUDOS
Os estudos em animais usaram doses por kg (ou por animal) em regimes de ciclos curtos, e os estudos clínicos do grupo russo usaram protocolos próprios. Esses valores não foram reproduzidos aqui porque as publicações são de acesso restrito, não foram verificadas por nós e vêm de um único grupo. Não há dose humana de referência estabelecida em ensaios independentes, e converter dose animal em humana por cálculo não é prática segura.
4. LIMITES E CAUTELAS
A ativação da telomerase é característica de muitos tumores, o que exige cautela teórica.
Quase toda a literatura vem de um só grupo.
Não é medicamento registrado em países de referência.
5. CONHEÇA NOSSO CATÁLOGO
Aviso: conteúdo exclusivamente informativo. O Epithalon não é aprovado pela Anvisa nem pela FDA. Produtos destinados apenas a pesquisa laboratorial. Este texto não substitui orientação médica.
REFERÊNCIAS
- Khavinson VKh et al. Epithalon peptide induces telomerase activity and telomere elongation in human somatic cells. Bull Exp Biol Med. 2003;135:590-592.
- Anisimov VN et al. Effect of Epitalon on biomarkers of aging, life span and spontaneous tumor incidence in female Swiss-derived SHR mice. Biogerontology. 2003;4:193-202.
